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Cultura do cancelamento: vamos refletir juntos?

21 outubro, 2021

Cultura do cancelamento: vamos refletir juntos?

Com a popularização das redes sociais, a cultura do cancelamento se tornou um fenômeno presente no nosso dia a dia. Entretanto, a origem desse movimento não está apenas nas redes. 

A cultura do cancelamento foi escolhida pelo dicionário Macquarie, uma publicação australiana, como a palavra do ano de 2019. De lá para cá, o julgamento e a repressão nas redes sociais não pararam de crescer. 

Para entender o que é essa cultura e os perigos que ela apresenta, a Biossance preparou esse artigo para refletirmos juntos sobre os desdobramentos do ato de “cancelar” alguém. 

O que é a cultura do cancelamento?

Com o avanço da discussão sobre pautas sociais como racismo, LGBTQIA+fobia, capacitismo e feminismo, piadas e comentários que antes eram socialmente aceitos são combatidos hoje com assertividade. 

Uma pessoa cancelada sofre com uma enxurrada de comentários e mensagens questionando palavras ou ações dela por dias, semanas ou até mesmo meses. Porém, como não é uma ação coordenada, atitudes erradas com diferentes profundidades podem ser “condenadas” com a mesma intolerância

É aí onde mora o perigo da cultura do cancelamento. Muitas vezes, o julgamento é excessivo e parte para agressões verbais que, mesmo ocorrendo no meio digital, podem prejudicar a saúde mental da pessoa cancelada. 

É importante lembrar que não podemos comparar a reação da pessoa ofendida com o ato de quem a ofendeu, mas o que costuma acontecer na cultura de cancelamento nas redes sociais são ações exageradas sem data para terminar. 

De onde surgiu essa cultura?

O ato de “cancelar” alguém ou alguma empresa surgiu como resposta de grupos de minorias sociais para buscar alguma punição a quem os ofendeu. Cancelar nada mais é que boicotar algo ou alguém.

Por exemplo, se uma marca produz uma campanha publicitária considerada machista, coletivos e ativistas que lutam pelos direitos das mulheres organizam um boicote até a marca se retratar publicamente pelo erro. 

Esse movimento surgiu antes das redes sociais, mas os atos válidos de boicote na esfera digital passaram a se refletir primeiramente em celebridades, e depois em pessoas comuns, por erros, muitas vezes, inofensivos. 

O perigo do pedestal

Muitos cancelamentos ocorrem porque muitas pessoas enaltecem uma personalidade, colocando-a em um pedestal de perfeição. Então, quando essa celebridade erra, o público cobra exageradamente. 

A cultura do cancelamento também toma proporções gigantescas, porque muitas pessoas se consideram imunes a equívocos e consequentemente se sentem no papel de apontarem erros e julgarem os outros.

Outro fator que contribui para o número diário de cancelamentos é a polarização profunda em que vivemos. As redes sociais se tornaram verdadeiras arenas onde ativistas debatem com pessoas contrárias às próprias causas. 

Assim, se uma celebridade que apoia uma questão social X comete algum deslize, o público que já não concordava com essa defesa aproveita para persegui-la ainda mais.

cultura do cancelamento

Tudo isso torna o ambiente digital tóxico para todas as pessoas inseridas nele, especialmente celebridades e influenciadores, que começam a abandonar as redes sociais ou reduzir as aparições públicas para evitar cobranças desnecessárias.

As consequências para os jovens

As pessoas nascidas entre 1995 e 2010 são a chamada geração Z, conhecida também como gen-z. Ela foi a primeira a crescer em um ambiente digital, por isso tem um comportamento muito influenciado pela cultura do cancelamento.

Assim como os millenials, a gen-z costuma ser mais preocupada com pautas sociais, por isso procura se aprofundar em assuntos em que os próprios pais não tinham tanto interesse. Muito disso surge como uma das boas consequências da cultura do cancelamento.

Por outro lado, há uma ansiedade generalizada na presença digital da gen-z, um dos tristes efeitos da cultura do cancelamento nos jovens: a preocupação exacerbada com o tom e o conteúdo daquilo que se publica em redes sociais.

Muitas vezes, o medo do isolamento social causado por um cancelamento faz pessoas comuns saírem das redes ou não entrarem em debates para evitarem a perseguição infundada.

A cultura do cancelamento funciona?

Apesar de tão presente no nosso cotidiano nas redes, a cultura do cancelamento tem pouco efeito prático. Afinal, quando uma pessoa famosa é cancelada, vemos apenas algumas semanas ou meses daquilo que se chama “limpeza de imagem”.

É sempre válido defender seus valores contra marcas que usam de atitudes preconceituosas para gerar buzz ou aumentar suas vendas e por isso o boicote sempre foi uma ferramenta usada por minorias para alcançarem respeito de grandes empresas.

Mas talvez perseguir uma pessoa física indefinidamente por qualquer erro cometido não seja um bom sistema para exigir uma reparação. Na verdade, isso pode causar o efeito contrário: muita gente posta conteúdos polêmicos em busca da atenção dos “canceladores” para ganhar espaço na mídia.

As redes sociais são ferramentas incríveis para obter novos conhecimentos e experiências, por isso deveríamos ter foco maior nessa parte e deixar os julgamentos excessivos de lado.

A saída pode estar em apostar na educação das pessoas para desconstruir preconceitos e exercer a empatia por todas as pessoas envolvidas na polêmica “da semana”. 

Conte com a Biossance para refletir sobre temas importantes como a cultura do cancelamento.

No blog da Biossance, abordamos as discussões sociais mais urgentes do momento para evoluirmos em um mundo cada vez mais conectado. Acompanhe nossos posts e vamos refletir juntos!


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