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Ecofeminismo: entenda a vertente que une a luta social à natureza

28 julho, 2021

Ecofeminismo: entenda a vertente que une a luta social à natureza

Conforme a nossa sociedade vai passando por processos e aprendizados, novas formas de olhar para temas já conhecidos começam a aparecer. É o caso do ecofeminismo, uma vertente do feminismo relativamente nova, mas que propõe uma visão diferente e complementar ao que já conhecemos.

Muitas pessoas podem praticar os valores que essa vertente prega sem nem mesmo saber. Por isso é tão importante conhecer o que é o ecofeminismo, para entender melhor como cada um de nós se posiciona em uma discussão tão importante como essa.

A origem do ecofeminismo 

Acredita-se que a primeira vez que o termo “ecofeminismo” foi utilizado aconteceu no ano de 1974, pela autora Françoise d’Eaubonne, em seu livro Le Féminisme ou la Mort (“O feminismo ou a morte”, em português). Quatro anos depois, d’Eaubonne fundou um movimento de feminismo ecológico chamado “Ecologia e Feminismo”. 

A partir daí, diversas discussões ao redor do mundo a respeito da ecologia e do feminismo surgiram, espalhando a ideia de ecofeminismo. A estudiosa Charlene Spretnak fala, em um de seus artigos, que a vertente surgiu de outras duas mais antigas: a radical e a cultural.

Segundo ela, existem três caminhos que levaram ao surgimento da ecologia feminista

  • O estudo da história e da teoria política; 
  • O estudo de religiões baseadas na natureza; 
  • O ambientalismo. 

A vertente nasceu a partir desses três pilares principais unidos a outras discussões.

O que prega o feminismo?

Para entender uma vertente do feminismo, precisamos começar com o básico. Por isso, é preciso deixar claro o que o movimento prega, bem como entender a sua importância na sociedade para, então, compreender de onde as ideias baseadas nele surgiram. 

Basicamente, o feminismo é um movimento político-social que busca a equidade das mulheres e dos homens na sociedade. Esse objetivo final, por sua vez, está baseado em uma série de mudanças que nós, como membros da comunidade humana, precisamos fazer em nossos modos de pensar e agir.

Mesmo sendo um movimento firme com uma ideia final em comum, existem vários caminhos diferentes para se chegar nela. Assim, foram surgindo as vertentes do feminismo que apresentam diferentes argumentos e visões sobre as melhores práticas nesse sentido. As principais são:


  • Feminismo liberal;
  • Feminismo radical;
  • Feminismo interseccional;
  • Feminismo negro;
  • Ecofeminismo.

Essas não são as únicas vertentes, visto que o feminismo é um movimento que continua a se modificar e novos estudos aparecem frequentemente. Vale lembrar, também, que elas não são mandamentos: você pode navegar entre os ideais defendidos entre cada uma, e isso não te faz menos feminista.


ecofeminismo

Os ideais do ecofeminismo

Agora que a base já está formada, é possível finalmente entender o que o ecofeminismo defende. De cara, imagina-se que o movimento junta a ecologia com o feminismo, e essa ideia está correta, de certa forma. 

No entanto, ela vai muito além disso. Para o ecofeminismo, a ideia de uma sociedade baseada no patriarcado, como a que vivemos hoje, não fere apenas os direitos de equidade das mulheres. Com esse padrão, a natureza e a cultura também são deixados de lado, o que gera um desequilíbrio.

Por isso, a ideia principal da vertente é desfazer o patriarcado e reconstruir um novo modelo de sociedade igualitária do zero, mas colocando o homem, a mulher e a natureza em evidência, com a mesma importância. Assim, todos os seres vivos do planeta seriam tratados com o mesmo respeito.

O feminismo ecológico vai contra os ideais de uma sociedade antropocentrista, que coloca o ser humano no centro de tudo, e ainda mais do androcentrismo, que evidencia apenas o masculino. Por isso, a relação da mulher e o meio ambiente é tão importante para a luta.

A mulher e a natureza

Evidentemente, a mulher é uma parte fundamental do ecofeminismo. É a partir da mulher que a luta nasce e se permeia na sociedade, de forma que é um movimento que defende os direitos femininos por vezes diminuídos ou inexistentes.

Outra parte importantíssima é a natureza, que é muito deixada de lado na maioria dos movimentos sociais. Sem ela, nós não existimos. É por isso que a vertente deixa tão claro como a conexão entre o humano e o meio ambiente é tão importante para, de fato, haver uma sociedade boa de se viver.

Nesse sentido, é válido salientar que o próprio movimento ecofeminista surgiu ao mesmo tempo que as chamadas “ecovilas”, nos anos 70. Esses eram locais onde as pessoas passaram a viver de uma forma mais conectada com a natureza, com um impacto ecológico reduzido.

Existe também a importância que figuras religiosas femininas, ligadas à natureza, tiveram no decorrer da história. Um exemplo muito utilizado é Gaia, a Mãe Terra da mitologia grega, que é nosso próprio planeta divinizado em uma forma feminina. 

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